Luzes. Movimento. Pessoas agitadas ocupando as ruas, ziguezagueando os espaços, algumas parando para observar os edifícios gigantescos. Verdadeiros arranha- céus. Sente-se o peso da engenharia e da inteligência humanas. Mais luzes. Respira-se movimento. Mais pessoas. Sente-se o cheiro dos cachorros vendidos pelos vendedores ambulantes. Sente-se o cheiro da vida. Mais rostos: todos parecem ter uma meta bem definida. E eu? Para onde vou?
Sinto-me anónima. Caminho (caminhamos) pelas ruas, deixando marcas da minha (nossa) existência que a chuva, companheira indesejada, apaga logo de seguida.
Vejo (vemos) a diferença. Apesar de tudo, todos estamos unidos pela mesma certeza, a da efemeridade.
Estou (estamos) rodeada de placards luminosos, bombardeando a todo o instante as nossas retinas com símbolos, cores e ideias. Mensagens. Mensagens. Mensagens.
Quero ser uma espectadora anónima deste movimento imparável. Na cidade "que nunca dorme".
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