terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Storm


O mais importante é partir, não é chegar... (Miguel Torga)


Lembro-me sempre desta frase quando estou prestes a iniciar um novo processo, quando procuro vencer algum desafio, ou quando procuro ascender a um novo patamar em termos desenvolvimentais.

Desafiar os nossos próprios limites é um importante processo de crescimento: cria desequilíbrio, agita o que até aí estava estabelecido... O resultado final não poderá ser outro senão a mudança (change) .

Adaptarmo-nos a um novo país é, pois, também um processo que implica criar mudança. Porque qualquer pessoa que é colocada nesta situação terá, inevitavelmente, à sua espera um conjunto de desafios: a adaptação a uma nova forma de organização simbólica (a linguagem), o ajustamento a novas rotinas, a novos hábitos e costumes, a compreensão de uma nova forma de perspectivar a realidade...

Assim sinto estes dias de habituação a uma infinitude de diferenças que, no início, surgem quase como que uma tempestade (storm): intensa, esmagadora, súbita.

Ah! Amanhã haverá uma tempestade de neve.

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